terça-feira, 15 de novembro de 2011

QUANDO DÓI O CORAÇÃO




Quando dói o coração, todo o corpo dói.
Por que permitimos que as pessoas entrem assim tão dentro da gente a ponto de sairem carregando um pedaço de nós quando partem? Por que nos damos tanto, nos entregamos tanto, nos deixamos tanto em mãos não tão cuidadosas dos nossos sentimentos?
Deveríamos aprender a ficar na margem, olhando de longe a paisagem calma e nos satisfazer dessa visão, como quem se fascina com uma miragem. Mas não nos satisfaz olhar. Humanos que somos, precisamos absolutamente sentir, ao risco de nos afogar... e mergulhamos inteiramente.
E, vida afora, vamos mergulhando em promessas de amor eterno, felicidade infinita e mar de rosas. Não nos questionamos sobre probabilidades de perdas e decepções, pois só de pensar já é doloroso.
Dói... dói... dói e dói!... Mas isso não vai nos impedir de continuar, não vai nos impedir de viver. Pedaços de nós são ainda partes de nós e ninguém disse que precisamos chegar à velhice inteiros e sem marcas.
Isso é vida!!! Não desistir, manter-se de pé, doendo, mas de pé, cabeça erguida na direção do desconhecido e peito cheio de esperança que a próxima vez será diferente.
Grandes artistas obtiveram o melhor das suas obras nos grandes momentos de aflição e dor. Faça o mesmo: Mostre o que de grande há em você tirando partido das suas decepções!
Construa-se!!!
Tenha em mente que não é você que não foi digno daquele amor, mas aquele amor que não foi digno de você. E se faz parte da vida caminhar entre flores e espinhos, não se esquive do caminho.
Caminhe!!!
Amanhã talvez seja diferente. E talvez não. Mas entre as subidas e descidas, você vai ter sobrevivido. E vai ter, sobre tudo, vivido.

(LETÍCIA THOMPSON)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O BEM DO DESAPEGO


É quando nos preparamos para mudar que percebemos a quantidade de coisas que guardamos sem necessidade. Nem sabemos por que o fazemos, mas temos medo de um dia precisar disso ou daquilo e vamos acumulando nossas preciosidades, se assim podemos dizer.
 
Grande armário é o nosso coração e a nossa alma! Imagino que se um dia tivéssemos que "mudar" esse pedacinho de nós, encontraríamos nele muitas coisas desnecessárias das quais tivemos dificuldade para nos desvencilhar.
 
Como nos nossos armários há roupas que nem nos cabem mais, nas gavetas objetos inúteis, há nesse nosso coração certamente sentimentos que há muito deixaram de nos servir, mas que continuam intactos, como se o tempo para eles não tivesse passado.
 
As águas correm nos rios, mas não no nosso interior. Elas levam o que encontram pela frente, mas nós nos apegamos ao inútil e nos impedimos assim de desembocar no grande mar da vida que nos oferece novos horizontes.
 
Se um dia decidirmos mudar de casa e nos oferecermos uma nova vida, não precisamos deixar tudo e nem carregar tudo. Um coração sábio saberá escolher o que deve ser aproveitado ou não. Os carinhos que recebemos permanecerão intactos, mesmo se as flores se secaram e as cartas se perderam.
 
Antigas e amareladas mágoas nunca têm utilidade, a não ser para envelhecer e entristecer nossa alma. Coisas que começamos e nunca terminamos ou continuamos, ou desistimos. Não é vergonhoso deixar coisas para trás, pesado mesmo e seguir em frente carregando essas mesmas coisas que nem sabemos onde vamos colocar.
 
Valioso demais é nosso coração para que seja maltratado, para que seja a ele negada a chance de se oferecer novas oportunidades e novos ares.
 
 
Cultivar no seu jardim a flor do desapego não significa amar menos ou deixar de apreciar o que de bom a vida nos oferece. Apenas mudar nosso olhar em relação ao mundo e se dizer que as coisas realmente bonitas e importantes ficam gravadas para sempre nas paredes da nossa alma, seja qual for nosso caminho.


Letícia Thompson

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A VERDADEIRA E ÚNICA


Você tem estado em minha cabeça,
A cada dia me sinto mais afeiçoada,
Me perco no tempo,
Só pensando em seu rosto,
Só Deus sabe porque levei tanto tempo a acabar com as minhas dúvidas,
Você é o único que quero,

Eu não sei porque eu estou assustado,
Já senti isso antes,
Cada sentimento, cada palavra,
Já imaginava tudo,
Você nunca vai saber se não tentar,
Perdoar seu passado e simplesmente ser meu,

Te desafio deixar-me ser sua, a verdadeira e única
Prometo que sou merecedora
De ficar em teus braços.
Por isso me dê uma chance!,
Para provar que eu sou a única que pode fazer essa caminhada,
Até o fim começar.

Se eu estou em seu pensamento,
Voce lembra das palavras que digo,
Se perde no tempo,
Ao ouvir meu nome,
Será que vou saber como é ter voce por perto,
E ouvir-te dizer que vais comigo para o caminho que eu escolher?

Eu não sei porque eu estou com medo,
Já senti isso antes,
Cada sentimento, cada palavra,
Já imaginava tudo,
Você nunca vai saber se não tentar,
Perdoar o passado e simplesmente ser meu,

Te desafio deixar-me ser sua, a verdadeira e única
Prometo que sou merecedora
De ficar em teus braços.
Por isso me dê uma chance!,
Para provar que eu sou a única que pode fazer essa caminhada,
Até o fim começar.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

QUANDO ME AMEI DE VERDADE...



Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome: Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é: Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de: Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é: Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama: Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é: Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a: Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é: Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é: Saber viver!!!

(Kim McMillen)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ERRO?!



Foi um erro quando acreditei que você pudesse sentir o mesmo por mim?
Foi um erro acreditar que poderíamos ficar juntos pra sempre?
Foi um erro ter me importado demais com você e ter esquecido de mim?
Foi um erro esperar todo esse tempo mesmo sabendo que você não voltaria?
Foi um erro acreditar em você quando o meu coração já não mais acreditava?
Foi um erro ter dado tanto valor e não ter nenhum pouco de reconhecimento?
Foi um erro insistir em algo que na verdade eu sabia que era melhor desistir?
Foi um erro mesmo depois de ter sofrido, eu não me arrepender?

Não! NÃO foi um erro. Foi AMOR! 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

QUANDO ACABA...



Às vezes, minhas noites não são tão boas assim...
Chego em casa, coloco aquela música que me faz pensar em você. Meus pensamentos ficam completamente longe... longe de tudo. Aqueles momentos... Ah, aqueles momentos perfeitos!
Que saudade! Sinto falta de tudo o que passamos juntos, até mesmo de nossos desentendimentos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A DOR QUE DÓI MAIS


Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dói. Bater a cabeça na quina da mesa, dói. Morder a língua, dói. Cólica, cárie e pedra no rim também doem. Mas o que mais dói na vida é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Dói essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o escritório e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno, não saber mais se ela continua pintando o cabelo de vermelho. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu, não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango assado, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Coca-cola, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua surfando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele esta com outra, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ela esta mais magra, se ele esta mais belo.

Saudade é nunca mais saber de quem se ama e ainda assim doer.

(Martha Medeiros)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

ALWAYS...



It's been raining since you left me
Now I'm drowning in the flood
You see I've always been a fighter
But without you I give up
(Bon Jovi - Always)

OTIMISMO


A mudança deve acontecer de dentro pra fora. Os seus pensamentos determinarão diretamente a forma que você vê o mundo. Pense positivo! Pense que você pode e que você é capaz de coisas maiores.

domingo, 7 de agosto de 2011

QUASE


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Sarah Westphal Batista da Silva)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

INDECISA




Meus sonhos foram destruídos, meus sentimentos foram mudando aos poucos... Talvez eu tenha me tornado uma pessoa mais fria, ou não. Sempre estou a espera de coisas que não valem a pena, ou valem... tanta indecisão!
Acabei deixando tudo mais confuso! Não sei mais o que quero, não tenho mais forças pra fazer o que eu realmente tenho vontade... Na verdade, nem sei mais o que quero!
Na maior parte do tempo... estou sozinha, refletindo sobre a vida. Neste momento, estou aqui deitada, escrevendo, desejando que todos os meus sentimentos desapareçam.
Eu acabei destruindo o que conquistei todo esse tempo. Não sei se foi o certo, não sei se o que estou fazendo agora é o certo... dúvidas e mais dúvidas!
Não consigo pensar em uma forma de fazer diferente e mudar tudo... Sinto medo!
Sabe, um dia desses li uma frase que dizia: "Se queres compreender a vida, começa por compreender a ti mesmo; no silêncio, cada um se confesse aquilo que ninguém lhe diz.” (E.Von Feuchtersleben)
Será que nunca vou compreender a vida?!?!



(Fernanda Mafort)
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